Respostas no Fórum

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  • Olá José, tudo bem?

    Sobre a precipitação dos medicamentos, não ocorre. Pode misturar, tranquilamente. Sobre o tempo residual da cetamina, na verdade quem vai ter um tempo prolongado, na anestesia total intravenosa, será o propofol (comparativamente à cetamina). Então, a recuperação tende ser um pouco mais tardia (comparada à inalatória), mas bem suave. Sem problemas na recuperação ok?
    abraços!

    em resposta a: Contas de hemogasometria #6077

    Olá Isadora, tudo bem?

    Você pode sim usar o limite inferior. Quando você faz isso, está sendo conservadora (o que é bom!). O mais importante é refazer a hemogasometria depois, para ver o quanto mudou. Em resumo, o importante é melhorar um pouco os padrões do paciente e dar suporte para que ele se recupere sozinho depois (removendo a causa de base né)?
    Abraços.

    em resposta a: Dexmedetomidina em infusão contínua #5591

    Excelente pergunta Isadora!

    Infelizmente, ainda não há estudos detalhando os efeitos hiperglicêmicos da infusão de dexmedetomidina em pacientes diabéticos. Sabe-se que em pacientes hígidos ocorre a hiperglicemia transitória, porém, clinicamente insignificante, com agonistas alfa-2 adrenérgicos mais específicos (ex. dexmedetomidina e medetomidina), tanto em felinos (Bouillon et al., 2020. J Fel Med Surg) como em caninos (Burton et al., 1997. Am J Vet Res).

    Entretanto, como essa hiperglicemia ocorre em função da inibição da insulina e o paciente diabético recebe insulina de maneira exógena, resta saber se a hiperglicemia ocorre neste e se os pacientes se beneficiam significativamente dos efeitos analgésicos e miorrelaxantes da infusão do fármaco alfa-2 adrenérgico. Entendendo os efeitos farmacodinâmicos da dexmedetomidina, especialmente sobre a parte endócrina, monitorando a glicemia e administrando a insulina de acordo, creio que ela poderia ser empregada em taxas baixas de infusão.
    Abraços.

    em resposta a: Pequenos felinos #5385

    Por André Justo
    _______

    Oi, Ana Paula! Obrigado pela pergunta e desculpe a demora…
    Certamente o protocolo com o qual eu me sentiria mais confortável é a associação de cetamina com dexmedetomidina. No caso de pequenos felídeos, é um pouco mais difícil perdermos muito a mão com a estimativa de peso (já que o intervalo possível para o peso é menor em jaguatirica e nos gatos-do-mato em comparação a uma onça-pintada ou a um tigre, por exemplo), que é algo que me preocuparia um pouco mais pensando em sobredoses dos agonistas alfa-dois adrenérgicos. É possível que protocolos totalmente reversíveis fiquem bem nesses animais também, como é o caso do que já foi descrito em cheetah, mas ainda não temos nada descrito para pequenos felídeos Neotropicais. Vale a pena dar uma olhada nesse estudo com jaguatirica (DOI: 10.1638/2013-0304.1), em que os autores compararam cetamina-dexmedetomidina com cetamina-midazolam. Apesar de serem animais de cativeiro, dá pra ter uma boa base do que esperar à campo! ?

    em resposta a: Anestesia tumescente e FLK #5384

    Olá Heloisa, tudo bem?

    Eu, na nossa rotina aqui, geralmente usamos só Anestesia tumescente + inalatória e funciona bem. As vezes associamos FLK / MLK sim, sem problemas. Sobre a alta dose de lidocaína (no FLK e tumescente), fique tranquila, pois a absorção na anestesia tumescente é mínima; há alguns artigos que mostram isso. Só lembrando, Heloisa, eu não costumo fazer FLK / MLK em gatos; só em cães. Vi aqui que sua pergunta não foi específica para a espécie, mas vale destacar aqui. Sou partidário de não fazer infusão de lido em gatos, mas tem gente que faz ok?
    Abraços!
    Adriano Carregaro

    em resposta a: Não consigo concluir uma aula. #4602

    Olá Murilo, tudo bem?

    Obrigado pelo contato. Tivemos uma atualização automática da plataforma e verificamos que realmente está com esse bug. Por favor, veja se deu certo agora. De qualquer modo, estamos monitorando.

    Só para constar, ainda que você não consiga “marcar como concluído”, isso não trará prejuízo para você fazer o teste e baixar o certificado ok? Fique tranquilo nesse ponto.

    Esperamos arrumar a situação o mais breve possível.

    abraços!

    em resposta a: Analgesia no Pós-Operatório #4520

    Olá Rafael,
    Pensando em pós-operatório, devemos nos atentar para duas coisas:
    1- Analgesia da mãe: Nesse ponto seria normal, como uma osh. AINES, opioides parciais ou mesmo totais e adjuvantes, como você mesmo escreveu, dipirona seria uma opção.

    2- Depressão da mãe: Medicamentos como a metadona podem promover depressão central e, com isso, afetar o reconhecimento da ninhada pela mãe. Acontece sempre? Não. Mas pode afetar sim.

    3- Medicamentos que passam para a ninhada pelo leite: Os medicamentos lipossolúveis tem mais essa característica. Porém, até na medicina essas informações são um pouco controversas.

    Em resumo: Uma analgesia bem feita no trans vai ajudar bastante o pós. Como o palestrante disse no curso, atualmente a dexmedetomidina tem ganhado mais destaque, pois aparentemente não tem passagem na barreira placentária, ou seja, sem depressão fetal. Opioides de curta duração também seriam uma boa escolha, como fentanil ou remifentanil. No pós, deve-se pensar se haverá castração concomitante ou não, pois na OSH associada o estímulo doloroso é maior.

    Por fim, pensaria duas vezes em usar tramadol em cães, pois já está bem estabelecido que o efeito é pobre. Em gatos vai bem.

    Caso ficou alguma dúvida, é só dar reply ok?

    abraços!

    em resposta a: Etomidato #4492

    Olá Gisele, tudo bem?
    Sobre o etomidato, ele foi, durante muito tempo, a escolha para cardiopatas (e ainda é!). Mas ele só deve ser usado para indução, pois a infusão contínua gera diminuição na produção de cortisol.
    Sobre o uso dele para cardiopatas, é bom porque ele praticamente não altera os parâmetros cardiovasculares. Isso é excelente. O problema dele é que é muito caro para usar em pacientes um pouco maiores e você só consegue comprar uma quantidade elevada de ampolas. Eu particularmente não tenho mais usado para indução em cardiopatas. Prefiro fazer indução com propofol (2 mg/kg) + cetamina (1 mg/kg). Há estudos que mostram estabilidade cardiovascular em cães.
    Abraços.

    em resposta a: amei #4379

    Olá Rafael,

    Valeu pelo relato! Grande abraço.

    em resposta a: Referência bibliográfica #4287

    Olá Tassia, tudo bem?
    Obrigado pelo feedback. Um livro que tem bastante detalhamento sobre esse assunto é um que publicamos com o prof. Stelio. Segue a referência:

    Luna SPL, Carregaro AB. Anestesia e Analgesia em Equídeos, Ruminantes e Suinos. 1a ed. MedVet livros. 2019. 476p.

    Espero que te ajude!
    Abraços.

    em resposta a: sonda nasotraqueal #3926

    Olá Julia, tudo bem?

    Durante a anestesia utilizamos uma sonda orotraqueal, normal, com balonete funcional. Assim, inflamos o balonete para evitar vazamentos. Na recuperação vamos trocar a sonda e geralmente utilizamos uma sonda que o balonete não está mais funcional (mais velha, no caso, ou com o balonete furado). Isso porque só queremos que a sonda facilite a respiração do animal, sem vedar completamente.

    Então, para resumir: Quando o animal é posicionado na sala de recuperação, removemos a sonda íntegra e o abrebocas e introduzimos uma outra sonda, sem o abrebocas. Passamos bastante esparadrado em volta da sonda e mandíbula do animal, para ficar presa. Quando ele se recuperar completamente, removemos a sonda.

    Abraços!

    em resposta a: Vídeo da aula fisiopatologia #3794

    Olá Yasmim, tudo bem?

    Obrigado pela pergunta e por citar isso antes do fato. O uso do material do vetnar é apenas individual, não podendo ser explorado para grupos. Para te ajudar melhor, qual seria o vídeo, ou parte, que você quer apresentar?

    Abraços!

    em resposta a: Sobre a utilização de alfa 2 #3768

    Resposta by Dr. Thomas Trein
    “Muito obrigado pela sua pergunta! Não há um medicamento proibido, entretanto, alguns medicamentos são mais indicados para determinados pacientes do que para outros. O uso de agonistas alfa-2 adrenérgicos pode resultar no aumento da glicemia, porém, ele também atua como relaxante muscular e analgésico, além de diminuir o requerimento anestésico de outros agentes, como o isofluorano (conforme você apontou). Em casos da diabetes e insulinoma, seu uso pode resultar no aumento da glicemia e potencialmente desestabilizar o controle glicêmico do paciente. Por outro lado, a analgesia proporcionada pelo alfa-2 pode auxiliar na redução do estímulo simpático e, assim, inibir a elevação da glicemia. Portanto, o alfa-2 pode ser empregado no paciente diabetico e com insulinoma contanto que o anestesista reconheça as possíveis alterações sobre a função endócrina e, muito importante também, sobre a hemodinâmica.”

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